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Florian√≥polis: CASAN pede reforço à Pol√≠cia Militar contra furtos de hidr√īmetros

Por Administrador em 07/11/2023 às 17:33:42
Foto: Acervo CASAN

Foto: Acervo CASAN

O hidrômetro, instrumento que faz a medição do consumo de √°gua, est√° sendo alvo de furtos constantes nos municípios atendidos pela CASAN (Companhia Catarinense de √Āguas e Saneamento) na Região Metropolitana da capital. A ação dos criminosos da chamada "gangue do cobre" levou a Companhia a pedir o apoio da Polícia Militar de Santa Catarina. A PMSC se comprometeu a reforçar o policiamento nas √°reas de maior número de ocorr√™ncias registradas.

No início de 2023, a Ag√™ncia da CASAN de São José j√° tinha recorrido à Polícia Civil para tomar provid√™ncias. Na época, foi feita uma varredura em possíveis locais de receptação pela cidade, j√° que o principal objetivo dos criminosos ao furtar é revender o cobre da carcaça do aparelho.

Além de hidrômetros, a "gangue do cobre" também vem roubando fios e equipamentos elétricos como ventiladores, bombas, elementos dos quadros de comando, correntes, gradeamento, v√°lvulas e registro. Só na Unidade de Recuperação Ambiental operada pela CASAN na Beira Mar Norte, em Florianópolis, j√° foram 10 ocorr√™ncias de furto entre abril e julho. O prejuízo total com esses roubos foi de R$ 1 milhão à Companhia.


Hidrômetros roubados

De 2022 para 2023, o aumento dos furtos de hidrômetro na Região Metropolitana foi de 83% no número de ocorr√™ncias. No mesmo período de an√°lise, o número passou de 498 para 911 equipamentos furtados.

São José tem a maior incid√™ncia de furtos, com mais que o dobro de ocorr√™ncias em relação ao ano passado. Foram 496 até outubro de 2023 contra 190 no mesmo período no ano passado, um aumento de 175,8%. Os bairros Serraria, Barreiros e Campinas são os que tiveram o maior número de registros.

J√° na Capital, foram 292 furtos até outubro de 2023, contra 213 no período em 2022 (37,08% de aumento), O maior número de registros est√° concentrado nos bairros Capoeiras, Jardim Atl√Ęntico e Estreito, todos na parte Continental.

Considerando que a substituição de um hidrômetro custa R$ 293,44, a Companhia recebeu só esse ano um prejuízo de R$ 267 mil reais com os roubos. Além do problema financeiro, a falta do aparelho prejudica o abastecimento, chegando a desperdiçar até 3 mil litros por hora e podendo paralisar serviços essenciais e atividades econômicas das unidades furtadas.


Depois do furto

A CASAN orienta o usu√°rio furtado a fazer um boletim de ocorr√™ncia e solicitar a instalação de um novo hidrômetro pelo número de serviço 115 ou pelo 0800 643 0195. A Companhia reforça que as penalidades e os custos da instalação do novo hidrômetro poderão ser de responsabilidade do usu√°rio se ele não apresentar defesa em até 15 dias após o furto, utilizando o boletim de ocorr√™ncia. A defesa então passa por uma Comissão Julgadora e, caso seja aceito o pedido, a CASAN não cobra a reinstalação.

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